Quando levar meu filho ao fonoaudiólogo?
Por Equipe Instituto Inspirar · Conteúdo educativo — não substitui avaliação profissional

Não existe cedo demais para tirar uma dúvida sobre a comunicação do seu filho — existe avaliação no tempo certo. Um guia rápido pelos marcos de cada fase:
No primeiro ano: o bebê reage a sons e à voz da mãe, balbucia (mamama, bababa) e, perto dos 12 meses, arrisca as primeiras palavras. Dificuldade para mamar e engasgos frequentes também são assunto de fonoaudiólogo — desde a maternidade.
1 a 2 anos: o vocabulário explode. Por volta dos 18 meses esperamos várias palavras; perto dos 2 anos, as primeiras combinações. Se aos 2 anos a criança fala muito pouco ou nada, vale investigar — esperar destravar sozinho é o conselho que mais atrasa diagnósticos.
2 a 4 anos: frases cada vez mais completas e uma fala que pessoas de fora da família conseguem entender. Trocas de sons ainda são esperadas — mas fala ininteligível aos 3+ anos, frustração para se comunicar ou regressão (perder palavras que já falava) pedem avaliação.
4 a 6 anos: reta final dos sons da fala e início da consciência das letras e rimas — a base da alfabetização. Gagueira que persiste por mais de 6 meses, voz sempre rouca e trocas que não diminuem entram no radar.
7 anos em diante: o foco vira leitura, escrita e compreensão. Ler devagar demais, trocar letras na escrita, escutar mas não entender em sala barulhenta — aqui, muitas vezes o caminho passa pela avaliação do processamento auditivo (PAC).
Regra de ouro: na dúvida, avalie. Uma avaliação bem feita ou tranquiliza a família com segurança, ou encontra cedo o que seria muito mais trabalhoso encontrar tarde.
